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Seção : Teatro - 04/09/2009 07:00
Público participa do espetáculo É só formalidade
Walter Sebastião - EM Cultura
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Veja mais fotos de É só formalidade“É uma fábula”, avisa Ítalo Laureano, integrante da trupe. Ao tratar das grandes decisões tomadas na vida, a peça acaba tocando em diversas questões, entre elas a falta de comunicação entre pessoas que vivem juntas. O ator explica que o grupo mescla, sem hierarquizar, o épico, o dramático e o absurdo. Mas construindo e demolindo cada tom narrativo diante do público. “A montagem quebra a formalidade do teatro, propõe maior aproximação entre ator e público. Chama o espectador para invadir a cena e participar”, conta o artista. Para cumprir a missão, o espaço de apresentação é uma semiarena. Por sua vez, os atores não ficam ocultos nos camarins. Pelo contrário: não só recebem as pessoas na porta do teatro como conversam com elas até o início da peça. É só formalidade será apresentado por Ítalo Laureano, Marcos Coletta, Rejane Faria e Sérgio Nicásio. Todos são alunos do curso de artes cênicas da UFMG e integram o Teatro Universitário. Com trajetórias artísticas diferentes, eles formaram a companhia para desenvolver projetos autorais e pesquisas estéticas. A ideia veio depois de a trupe participar de grupo sobre teatro latino-americano orientado pela professora Sara Rojo. Fundamentam a estética do Quatroloscinco as ideias do diretor inglês Peter Brook, para quem teatro é o espaço vazio preenchido pelo ator. O grupo gostaria de ver o espectador mais envolvido com a criação da montagem. “Não se trata de desritualização do teatro. Fazemos o ritual, mas gostaríamos que ele fosse feito por todos, não só pelos atores”, explica Ítalo. A peça foi realizada com o apoio do projeto Ilhas livres, da Cia Clara, que oferece infraestrutura para jovens companhias criarem. “É iniciativa importante para atores e grupos recém-formados, novos no mercado, que têm muita dificuldade para captar recursos”, agradece Laureano. É SÓ FORMALIDADE Com o grupo Quatroloscinco. Sexta e sábado, às 20h; domingo, às 19h. Caixa Clara, Rua Geraldo Teixeira da Costa, 141, Floresta, (31) 3222-6352. R$ 24 (inteira) e R$ 12 (meia). Em cartaz até dia 13. Nos dias 18 e 19, a peça fica em cartaz na Zap 18, Rua João Donato, 18, Serrano, (31) 3475-6131. Em 3 de outubro, será apresentada no Teatro Sesi de Contagem. |


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