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Seção : ragga - Noticia - 20/10/2008 12:24
Mascotes radicais
Raposão e Galo Doido mandam bem e dão exemplo de como o esporte pode ser praticado sem violência e rivalidade
Daniel Ottoni - Ragga
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As duas mascotes mandaram bem e fizeram uma descida de primeira linha. Mesmo sendo adversárias, elas concordaram em relação à uma coisa: o rapel foi bacana, mas nada se compara à sensação de estar quase dentro do campo em um jogo do Atlético e Cruzeiro, com o estádio lotado de torcedores animados o tempo todo. Como eles não fazem pronunciamentos diretos, foram os seus “porta-vozes” que comentaram sobre o que eles sentiram, ao se arriscarem no esporte radical.
“Para o raposão, a energia da torcida em um clássico é incrível. Cada jogo é diferente, sempre parece que é sua primeira vez no gramado. Não há ensaio suficiente para se preparar para essa hora”, conta Álvaro Oliveira Leite, auxiliar de marketing do Cruzeiro. Representante alvinegro, o assistente de marketing do Atlético Rodrigo Felício concorda: “Até dá para comparar a adrenalina do início da descida da torre com saída do túnel que leva ao gramado do Mineirão. Mas a emoção no campo é maior”, compara. Diferenças à parte quanto ao futebol, as duas mascotes têm uma boa relação e costumam trabalhar juntas em projetos sociais, em creches, escolas e hospitais. A intenção é levar alegria e incentivar a paz nos estádios. “A solidariedade das mascotes deve refletir nas torcidas. Cada um deve ir ao estádio para torcer para seu time e se divertir. O resultado do jogo é um mero detalhe”, diz Rodrigo Felício. Para os bombeiros, o rapel já é uma atividade costumeira. O futebol, nem tanto. “A prática do rapel faz parte do nosso trabalho. Já ir ao clássico, é um lazer. O ideal é torcer com um espírito de confraternização, procurando curtir o espetáculo. Depois do jogo, cada um retoma a sua vida, tudo volta ao normal”, acredita o Sargento Valadares, 38 anos de idade, 13 de corporação e torcedor do Cruzeiro. Para a soldado Carolina, 25, atleticana fanática, o clássico do futebol é bem diferente do rapel. “Já estamos acostumados a praticar o rapel. Atlético e Cruzeiro é mais difícil de acontecer. Por isso, cada um deve aproveitar ao máximo o jogo, sem hostilidade ou violência”, aconselha. O rapel pode servir de exemplo, por ser um esporte saudável, sem disputas e rivalidades. O que importa na atividade é a diversão e a oportunidade de praticar um esporte acessível a qualquer pessoa e, muitas vezes, feito em conjunto. Assim também devem ser os estádios: com condições de receber a todos em segurança, independentemente do time do coração. Deixar a rivalidade prevalecer apenas dentro das quatro linhas e ir ao campo com o único objetivo de torcer e se divertir é a melhor forma de praticar a paz.
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