Seção : ragga - Noticia - 23/04/2009 06:20
14 bis e Emerson Nogueira fazem parceria para show em BH 
Por Raquel Silva
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As raízes vêm de longe. Influenciada pelos Beatles, ídolos de sua juventude, o 14 Bis, grupo musical conhecido como a primeira banda de rock mineira, formado por Cláudio Venturini, Sérgio Magrão, Vermelho e Hely Rodrigues sobe ao palco do Chevrolet Hall, em Belo Horizonte, no dia 25, para um show duplo incrível com o violonista, cantor e compositor mineiro Emerson Nogueira. A banda, que nasceu para mudar a música brasileira dos anos 1980, ultrapassa os 29 anos de carreira com mais de 4 milhões de disco vendidos e faz questão de manter uma diferença: para eles o começo foi um sonho, um sonho real que não tem mais fim. Confira entrevista exclusiva com a banda:
Como foi a gravação do DVD 14 bis ao vivo? Cláudio - A gravação foi muito legal e muito esperada. Demoramos um bom tempo para a produção. Poderíamos ter feito antes, mas queríamos usar a melhor luz, o melhor som e o melhor palco e demoramos para conseguir patriocínio e leis de incentivo. Todo o equipamento de filmagem e som trouxemos de SP e o palco tinha que ser no melhor palco de Minas, o Palácio das Artes. Tudo foi feito da melhor forma possível. As participações especiais do disco vieram por acaso ou foi algo programado? Cláudio - Aconteceu naturalmente. O Beto Guedes, por exemplo, já havia cantado a música Caçador de mim no disco 14 BIS acústico. Ele gosta muito da música então o convite rolou. O Marcos Viana é nosso amigo desde o começo da banda, mas nunca havia tocado com a banda. Rogério Flausino recebeu o convite em um encontro de músicos. Flávio Venturini também participa do álbum? Cláudio - Claro! O Flávio não podia faltar porque fez parte da banda, é o meu irmão. Aliás, tenho uma notícia boa, no meio do ano o 14 Bis volta a formação original e ele vai voltar. Pelo menos por um tempo, para gravarmos um novo CD e DVD e shows. Nesses 29 anos de 14 Bis, qual foi o momento predileto de vocês, ou ao menos um dos muitos marcantes que você tiveram? Hely - Nossas apresentações em SP. Tinha uma réplica do avião 14 BIS descendo no teatro e nuvens artificiais. Esse momento ficou na memória. Cláudio - Como é o relacionamento com seus irmãos? Na verdade, tenho outros irmãos por parte de pai, que são mais velhos e não tem nada a ver com a música, mas eu e o Flávio temos um ótimo relacionamento e agora está melhor ainda, porque o Flávio morou 25 anos no Rio de Janeiro, a base da banda era lá, o Magrão, o Flávio e o Vermelho moravam todos no mesmo prédio , cada um em um andar. Mais tarde, quase todos mudaram, o único que continua lá é o Magrão. O Flávio veio para Belo Horizonte e o nosso relacionamento ficou mais legal, já que estamos mais próximos. Ser o caçula trouxe vantagens? Cláudio - Deu serviço e vantagens. A primeira vantagem foi o Flávio já ser músico. Eu morava em uma pensão da minha mãe no Bairro Funcionários, E lá moravam 42 estudantes de medicina. Era um paraíso. Os únicos homens eram eu e meu pai. Então, quando o Flávio vinha para BH, aparecia lá em casa Beto Guedes, Lô Borges, Milton Nascimento e outros nomes. O único estúdio que eu tinha era a garagem da pensão, Então, aproveitávamos para tocar para uma platéia muito bacana: 42 estudantes de medicina lindas.
Uma vez que se alcança tudo que o 14 Bis conquistou – mais de 4 milhões de discos vendidos, várias premiações, por que continuar fazendo shows? Não é cansativo? Cláudio - Cansa! Mas não sei viver sem isso. Comecei a tocar aos 17 anos, então minha vida é essa. O bacana de ser músico é também poder viajar. Quer um conselho? Entre em uma banda de rock e conheça o mundo. Nós viajamos pelo Brasil inteiro e isso é um privilégio. Nesses 85 municípios de Minas, em pelo menos 500 o 14 Bis tocou. Hely - A vida se torna uma rotina. O músico é um exemplo disso. Faz parte da criação de novas músicas conviver com música. Já fiz várias tentativas em outras profissões, mas nunca deu certo. A música falou sempre mais alto. Cláudio, musicalmente falando, qual foi a importância de Lô Borges na sua carreira? Cláudio - Muita. Quando era garoto, não gostava de música brasileira. Talvez porque naquela época as músicas nacionais não eram tão boas. Quando vi o disco novo do Clube da Esquina do Lô, o som me interessou. Foi aí que me apaixonei pela música mineira da época e após gravar esse disco ele voltou para o Rio de Janeiro e me chamou para gravar um disco. Eu era muito novo e sem experiência. Foi ele que me ensinou a tocar. Os fãs podem esperar algum novo material? Cláudio - Sem dúvida. Já estamos com umas canções novas prontas e vamos relançar as canções do CD Outros Planos. Resolvemos fazer um remix dele,e colocar no DVD 5 músicas inéditas já com a formação original. Por que vocês estão tanto tempo sem gravar um novo CD? Hely - Devido à quantidade de shows que fazemos, uma média de 80 a 90 por ano. É complicado porque ficamos muito tempo fora. Preferimos estar na estrada cantando do que gravando no estúdio. O retorno do público é mais interessante. Hely, é possível ter uma vida, digamos, “normal” depois do 14Bis? Quero dizer: sendo o “ Hely Rodrigues do 14 Bis”, você consegue ter outros interesses para além da música? Hely - Eu adoro construção. Como hobby eu deveria ser arquiteto. Gosto de projetar. É possível ter uma vida “normal”. Mas prefiro ser músico. Hoje é mais rápido baixar músicas de um artista pela internet do que sair de casa e ir até a loja para comprá-lo. Qual é a posição de vocês quanto a essa nova realidade do mercado fonográfico, em especial com os downloads sem pagamento de direitos? Ainda vale a pena produzir um disco completo, como uma obra fechada, ou é mais fácil lançar apenas músicas de trabalho? Cláudio - Acho legal você tocar nesse assunto. Temos o site da banda www.14bis.com.br Temos uma página no youtube e queremos disponibilizar algumas músicas novas para download . Baixar ou não baixar é uma questão que as gravadoras devem se preocupar, porque nós sempre fizemos música e as gravadoras a venderam. Elas sempre levam a melhor e ganham mais que a banda. Hely - Acho legal esse lance da internet com todos os prós e contras. Porque proporciona o acesso ao mundo e a faixa etária do nosso público é de 15 a 25 anos.
Preços dos ingressos para o show de Emmerson Nogueira e Banda 14 Bis no Chevrolet Hall BH dia 25/04 a partir de 22h:
Mesas (04 pessoas): Setor único: R$360,00 Pista/Arquibancada: 1º lote: R$40,00 - inteira / R$20,00 - meia-entrada 2º lote: R$50,00 - inteira / R$25,00 - meia-entrada 3º lote: R$60,00 - inteira/ R$30,00 - meia-entrada 4º lote: R$70,00 - inteira/ R$35,00 - meia-entrada 5º lote: a definir Classificação: 16 anos - haverá venda de bebidas alcoólicas Meia-entrada para menores de 21, maiores de 60 anos e estudantes devidamente documentados Censura: 16 anos. Haverá venda de bebidas alcoólicas. Assista a vídeo do 14 bis |




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