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Seção : ragga - Noticia - 23/06/2009 09:12

Flaming Night abre comemorações do aniversário da 53 HC

Por Lucas Oliveira

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Tiago Dias
O show da banda The Dead Lovers Twisted Heart foi rápido, mas nem por isso pouco aplaudido
A casa nem bem abrira suas portas e um pequeno grupo de jovens já se divertia ao som de jovem guarda e anos 1980 aguardando o começo do primeiro show. A noite inspirava um clima perfeito e harmonioso pro que viria a seguir: o começo da oitava noite flamejante pra comemorar uma década de existência da produtora, selo e loja 53 HC. O Lapa recebeu no sábado, 20, as bandas Dead Fish (ES), Autoramas (RJ), Moptop (RJ), Monno (MG) e The Dead Lovers Twisted Heart (MG) para provar que vale a pena apostar na diversidade. Segundo o diretor da 53 HC, Welbert Ramos, mais conhecido como Bart, a produtora busca sempre inovar e propor a variedade musical. “A integração é legal para um público conhecer o outro. Eu procuro sempre fazer isso, é bom pra todos”, explica.

A abertura do 8º Flaming Night ficou a cargo do Monno. Bruno Miari subiu ainda tímido. Canções como Agora, Enquanto o mundo dorme e Silêncio ganharam ainda mais vida na voz da plateia. A apresentação passou veloz e direta, como as próprias canções do grupo. Ao término do show, Bruno agradeceu e parabenizou a produção do evento. Para o vocalista, é preciso ressaltar a importância da 53HC para a música independente mineira. “É fundamental pra cidade, pra valorizar a cena”, conclui.

Um intervalo super rápido e o The Dead Lovers Twisted Heart, outra atração de Belo Horizonte, já estava no palco. Alguns dançavam, outros acompanhavam os hits All night long e No more dramas. O clima era folk e por isso mais descontraído. Outro show rápido e mais contemplativo, mas nem por isso pouco aplaudido. Os Dead Lovers se despediram e também deixaram o seu recado no camarim: “Em BH falta muito um tipo de espaço que já rola em outros estados como Goiás. É preciso valorizar o que nos temos e apoiar essa iniciativa”, afirma Guto, guitarrista da banda.

Tiago Dias
A banda Monno abriu o 8º Flaming Night


Os cariocas do Moptop foram recebidos euforicamente com canções dos dois CDs. Nessa hora a plateia já estava aquecida o suficiente para cantar “já são quase cinco da manhã, por que ainda insiste?” e se divertir com um indie que nem era mais tão alternativo e sim pop. A empolgação da banda era visível e a resposta do público imediata.

Tiago Dias
Os cariocas do Moptop foram recebidos euforicamente com canções dos dois CDs


Mais alguns minutos e quem ganhava a cena era o Autoramas. O sincronizado trio performático arrancou a galera pra dançar e repetir os refrões. Riffs rápidos, versos simples e uma bateria fulminante, pra deixar saudade. Pra terminar, mais aplausos e uma saída inesquecível, à altura de uma clássica apresentação rock n’ roll.

Tiago Dias
A banda Autoramas também marcou presença


Muita gente veio pra ver o Dead Fish e não só por isso eles fechariam a noite. Um clima de concentração e muita energia positiva no ar. As luzes se voltaram com intensidade para o palco e os gritos foram ensurdecedores. Rodrigo Lima ganhou a cena e abriu um sorriso. Uma pequena introdução e de repente o gutural maior: “Não, não quero ouvir o que você diz”. Foi como se uma bomba explodisse bem no centro do Lapa. Um tumulto generalizado embolado com tentativas de se organizar as primeiras rodas de mosh, várias vozes num uníssono musical e a diversão garantida. Os seguranças bem que tentavam, mas não conseguiram conter o corredor que separava a plateia do palco. Foram poucos os stages, mas não por falta de tentativas. De clássicos como Sonho Médio, Afasia e Molotov até as novíssimas Autonomia e Contra todos. Teve espaço pra tudo. Ao fim, um agradecimento sincero e muita emoção com Bem Vindo ao Clube.

Tiago Dias
Muita gente foi ao Lapa apenas para ver a banda Deadfish


Confira vídeo da banda Monno