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Seção : ragga - Noticia - 13/10/2009 13:39
Confira matéria sobre os anônimos do clássico
Daniel Ottoni - Ragga
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O pensamento dos torcedores que estiveram presentes no Mineirão no dia 12 de outubro, para acompanhar o maior clássico do estado, passa longe dos anônimos que trabalham duro para que tudo ocorra dentro da normalidade. Para isso, muita gente chega cedo ao estádio, tanto para garantir alguma renda como para realizar seu trabalho em prol da tranquilidade, que é tão falada quando um dérbi se aproxima. É o caso de muitas pessoas que atuam em diversas funções, como porteiros, cozinheiros e policiais. Já pensou como seria um clássico se não houvesse controle algum nas principais entradas do estádio ou se não existissem as santas barraquinhas, que recebem a concentração dos fanáticos torcedores antes dos jogos para fazer a famosa resenha? Complicado é pouco para definir o caos que seria presenciado.
Há 18 anos, Enéas Silva, de 42 anos, trabalha bem perto do portão 13, servindo espetinhos, refrigerantes e sanduíches aos torcedores. “Venho a todo jogo, sem falta. Saio de casa às 9h e considero o pessoal que trabalha comigo como um membro da família”, afirma. Apesar de o trabalho no estádio ser a única fonte de renda no momento, Enéas se sente feliz por participar e contribuir com o clássico, mesmo que indiretamente. Natalício Costa também trabalha de forma indireta em todos os jogos do Mineirão, mas muitos podem considerá-lo um privilegiado, por atuar bem perto das quatro linhas. “Durante os jogos, dirijo o carro-maca, mas, durante a semana, sou responsável pelas máquinas que cortam e preparam o gramado”, conta. Com 49 anos de idade e 30 de Mineirão, ele afirma ser bem orientado para realizar sua função da melhor maneira possível. “Eu me considero um curinga aqui dentro, uma espécie de Marquinhos Paraná”, brinca. Antes de atuar como motorista da maca, Natalício ficava nas cabines de rádio e era responsável pelo atendimento à imprensa.
Outra função de importância em dia de jogos no Mineirão é a de Welerson Salgado, de 52 anos, que trabalha na AMCE há seis meses, coordenando a entrada de cronistas na entrada do estádio. “Antes do jogo, fico no hall, mas durante a partida fico na área destinada aos cronistas, desempenhando essa função de normalizar o acesso dos profissionais da crônica esportiva.” Ele também acredita que seu trabalho tem o pleno reconhecimento tanto por parte dos profissionais da imprensa como dos torcedores. FUNDAMENTAIS Por mais que algumas funções passem despercebidas, todas elas são fundamentais para a realização de um jogo de futebol, que vai muito além das atuações dos profissionais da bola. Segurança, alimentação e seleção de quem entra e sai são apenas alguns exemplos do que rodeia um clássico de grandes proporções.
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