Divirta-se Notícia - Wilson Sideral: ele se deu bem

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Seção : drops - Notícias - 18/09/2008 05:00

Wilson Sideral: ele se deu bem

Sideral já tocou em banda de reggae, barzinhos de BH e hoje manda seu som em festivais, ao lado de grandes nomes da música brasileira. Muita coisa já aconteceu e muitas histórias fazem parte dessa trajetória, desde a infância, em Alfenas. Da brincadeira com os instrumentos, passando pela época pesada de drogas e rock´n´roll, até o atual momento, onde lança o quarto disco (segundo pelo seu selo independente) em um momento mais tranqüilo da carreira e da vida. Confira o papo que levamos com Sideral, sangue bom e músico de primeira.

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Ragga Drops – Como foram os primeiros contatos com a música?
Sideral – Cresci ouvindo música em casa, desde moleque. Muito samba, seresta, música mineira, MPB... Na família da minha mãe têm vários músicos, muita gente toca violão e canta. Ficava ali, querendo entender o que estava acontecendo, no meio daquela mistura de sons. Com o tempo, fui entendendo melhor o que se passava e acabei aprendendo a tocar alguns instrumentos. Eu e meu irmão, Rogério, criamos uma banda chamada Contato Imediato. A gente tocava na nossa cidade (Alfenas) e região, mas era mais de brincadeira, lazer mesmo.

E como foi sua decisão de vir para BH?
Prestei vestibular pra direito na Unifenas. Mas foi mais pra dar uma satisfação a meus pais, que eram professores da universidade. Queria mesmo era viver de música e falei com meu pai sobre isso abertamente. Ele e minha mãe sempre me incentivaram muito, comprando instrumentos e equipamentos. Quando tomei a decisão de vir para BH, eles também me apoiaram. Se era isso que eu queria, era atrás disso que deveria correr.

E chegando aqui...
Fui tocar em uma banda de reggae chamada Omeriah. Foi um período muito bacana, mas chegou uma hora em que eu não queria tocar só reggae. Queria outras coisas, explorar minhas influências e meu lado musical. Saí da banda e comecei a tocar em bares e casas de shows. Às vezes sozinho, às vezes, acompanhado. Fui ficando cada vez mais conhecido e meu nome foi se fortalecendo em BH.

Aí veio a música Fácil.
Exatamente. Compus a música com o Rogério e foi aquele sucesso. Considero essa música um divisor de águas na minha carreira. Depois dela apareceram vários convites. Fui procurado por alguns produtores, os caras pediam pra mandar um som pra eles... Até que um gravadora me chamou pra gravar meus dois primeiros discos.

Quais são suas influências? É possível pôr tudo em um CD só?
No meu primeiro disco, havia praticamente de tudo. Tinha música que ia mais para o lado do xote, outras do samba-rock. Gosto muito de soul, black music, sempre gostei de passear por essa “praia”. Também sou muito fã de música pop, tipo Amy Whinehouse, Jamiroquai. Mas com o tempo, fui selecionando melhor o que ia entrar em cada álbum.

Bruno Senna - Esp. EM
Sideral saiu de Alfenas aos 18 anos e ano que vem completa 10 anos de carreira


Em seu novo disco, Dias Claros, não aparecem tantas guitarras, seu som está mais light. É um reflexo do seu atual momento?
Acho que sim. Hoje estou casado, tenho um filho de 5 anos e sou mais maduro. Acho que tudo isso acontece naturalmente, nada foi forçado. No novo CD, optei por colocar uma guitarra e um violão com uma sonoridade bacana, em vez de vários instrumentos juntos. Foi um desafio e tanto, mas gostei muito do resultado.

Você criou o seu selo, Sideral, em 2004. Quais são os lados bons e ruins de se fazer uma produção independente?
O lado ruim é que a grana custa mais pra aparecer. Toda aquela grana suada que vai entrando, a gente guarda. O lado bom é que fiz parte de todas as etapas do CD, desde a busca por patrocínio, passando pela parte gráfica e criação do site. Pra quem é um pouco mais conhecido, fica mais fácil. Mas acabei crescendo muito, tanto como músico, quanto business man.

Ano que vem você completa 10 anos de carreira. O que podemos esperar do Sideral nos próximos 10?
Cada trabalho que fiz é um crescimento, uma renovação no espírito. Estou em um momento muito bacana da minha carreira, ano que vem devo lançar um DVD ao vivo, em comemoração a esses 10 anos. Vou pôr um pouco de toda a carreira neste DVD, mas várias músicas de Dias Claros estarão presentes. O grande lance é que nunca perdi o barato de tocar, tanto em shows fechados, abertos ou até em casa de amigos.

Qual foi o maior aprendizado?
Acho que foi saber ouvir mais as críticas, ser mais compreensivo e menos ansioso. Antes, queria resolver tudo de uma vez, era muito afobado. Há 11 anos, deixei de usar drogas e beber álcool e acho que isso teve uma grande influência no crescimento da minha carreira. Drogas estão por fora, não levam a nada.


Show de lançamento

Wilson Sideral vai lançar seu novo CD Dias Claros, sábado, no Freegells, em Belo Horizonte.
Confira mais na Agenda Ragga Drops.


Confira a trajetória musical de Sideral

O pequeno Wilson já brincava com seus instrumentos aos 8 anos e, dentro de casa, recebia grande influência de diversas sonoridades. Aos 18, veio a BH pra viver de música. A tentativa deu resultado e, com muito trabalho, o reconhecimento apareceu. Depois do sucesso Fácil, apareceram convites e seu nome foi cada vez mais conhecido. De lá pra cá, foram 10 anos de trabalho e recompensas.

Os álbuns que ele lançou:

Wilson Sideral 1 / 1999 – Primeiro álbum, com muitas influências, desde o rock, passando pelo xote até o samba-rock. Duas canções se destacam: Não pode parar e Eu fico louco.

Na Paz / 2002 – Indicado ao Grammy Latino como melhor álbum de rock brasileiro. Contou com a participação de Dinho Ouro Preto na música Simples. A faixa Beijo seu se destacou por tocar na novela Malhação.

Lançado ao Mar / 2004
– Primeiro álbum lançado pelo seu próprio selo. Sideral assinou 12 das 13 faixas deste álbum, mostrando qualidade e talento pra composições.

Dias Claros / 2007 – Álbum também lançado pelo seu selo independente, mais leve, com menos guitarras, refletindo o atual momento do cantor. Este CD tem arranjos bem definidos e uma qualidade sonora notável.

Confira Sideral cantando "Dias Claros" ao vivo