Navegando pela internet, descobrimos um site de fotos de terror muito bacana. Decidimos fazer uma entrevista com o responsável pelo trabalho, Joshua Hoffine, um cara que cresceu escutando histórias de terror e contou com a ajuda de amigos e familiares pra criar suas imagens, que já rodam o mundo na internet. Apesar da ideia ser um site de fotos de terror, ele recebeu muitos elogios pelo trabalho, que realmente chama a atenção.
Onde você cresceu e como se deu a sua relação com a fotografia?
Minhas lembranças mais antigas vêm da fazenda onde cresci, em Missouri, EUA. Minha mãe nos conta histórias de um fantasma dessa época até hoje. Ele adorava ligar e desligar as coisas, a TV principalmente. A gente chegava a escutar passos durante a noite. Quando minha mãe estava grávida da minha irmã, Becky, o fantasma a ajudou a subir a escada até o segundo andar. Minha mãe jurava que podia sentir as mãos de alguém em suas costas, a apoiando a subir os degraus. Ela achou que era meu pai e, durante todo o trajeto, foi conversando com ele. Quando chegou ao andar de cima, não tinha ninguém atrás dela. Assustada, chamou pelo meu pai, que veio correndo da sala de estar. A partir daquele momento, minha mãe tinha certeza de que havia um fantasma na casa e decidiu pesquisar sobre a história da casa. Descobrimos que do outro lado da rua, havia uma antiga árvore onde alguns criminosos da cidade foram enforcados. Depois disso, nos mudamos para o Kansas. Nunca pensei em ser fotógrafo, até fazer minha primeira imagem. Depois disso, fiquei obcecado e não parei mais.
Conte-nos um pouco sobre sua experiência profissional. Comecei trabalhando pra Nick Vedros, um fotógrafo comercial bastante conhecido no Kansas. Depois, passei a trabalhar em casamentos e tirar fotos de bandas e músicos, além de alguns anúncios. Esses trabalhos me ajudaram a custear outras experiências que tive.
Como veio a ideia de fazer imagens de terror?
A ideia inicial era fazer fotos com personagens de contos de fadas. Na fase de pré-produção, comecei a ler um livro de Stephen King chamado Danse macabre, em que descobri que os filmes de terror são contos de fadas atualizados. Minha mente começou a caminhar em outra direção. Minha primeira foto de terror é chamada de Phobia, onde uma tarântula gigante segura um bebê. A partir dessa imagem, decidi fazer uma série de fotos baseadas no medo que as crianças têm.
Foi fácil produzir as fotos?
Fiz como se fossem filmes de curta-metragem, usando alguns efeitos, maquiagem, luz e fantasias. Os personagens eram meus amigos e familiares. Foi um projeto desafiador, mas muito divertido.
Qual o retorno que você recebeu desse trabalho de terror?
Um dia, por sugestão de um amigo, entrei em contato com um blog de terror e mandei a eles o link do meu site. A partir daí, ele foi muito divulgado. Até então, só minha família e amigos conheciam meu trabalho. Um dia acordei e tinha recebido 300 e-mails. Achei que era alguma brincadeira, mas eram e-mails de pessoas falando sobre o meu trabalho. Algumas gostaram muito, outras nem tanto.
Você foi muito criticado?
Muito. Sou o único artista que conheço que recebe e-mails críticos.
Seu objetivo era causar impacto nas pessoas?
Minha intenção era provocar uma reação emocional nas pessoas. Afinal, o terror existe exatamente pra isso.
CURTIU? Então veja mais fotos e conheça o trabalho do cara: