Divirta-se Notícia - Brasil tem presença histórica no WCT feminino

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Seção : drops - Notícias - 10/04/2009 06:20

Brasil tem presença histórica no WCT feminino


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Assim como no futebol, o Brasil revela grandes talentos para o surfe, ano após ano. Um dos nomes que vem vêm ganhando força é da paranaense Bruna Schmitz, que descobriu o surfe esporte no verão de 1999, aos nove anos. Um de seus irmãos a cadastrou em uma escola de surfe, que contava com mais de cem 100 alunos. Santo irmão. Mal sabia ele que a inscrição ia traria tantos resultados.

Roxy


Apesar de ter morado na cidade de Matinhos, no litoral do Paraná, e de sempre ter tido curiosidade pelo esporte, Bruna nunca havia pensado em entrar em uma escola de surfe, mas acabou gostando da ideéia. Tanto, que decidiu continuar pegando ondas, mesmo após o término das aulas. Foi preciso muita dedicação para entrar na gelada água do Atlântico Sul paranaense. Para encarar o frio, ela entrava na água com a roupa de borracha do irmão mais velho, alguns números maiores que o seu modelo.

O primeiro resultado de expressão apareceu quando ela tinha 13 anos. Bruna venceu um campeonato profissional, mesmo sendo amadora e tendo como adversárias garotas mais experientes, de até 20 anos. O prêmio foi uma passagem para o Havaí. Desde então, voltou para a ilha em todos os anos seguintes, passando sempre, no mínimo, dois meses por lá.



De volta ao Brasil, continuou participando de campeonatos e conseguindo resultados positivos. Aos 15 anos, venceu o trial de acesso à maior competição do surfe brasileiro, o Super Surf. Aí veio a dúvida. “Não queria muito participar da competição. Era nova e tinha pouca experiência. Mas meu manager e minha mãe deram muita força para eu continuar. Era, sem dúvida, uma boa oportunidade”, lembra a atleta.

Sempre buscando melhorar seu nível e praticar, o inevitável aconteceu: a presença entre as 16 melhores do mundo, com apenas 18 anos. Bruna tornou-se a mais jovem surfista do país a conseguir lugar no meio de tantas feras. Durante o WQS 2008, competição que dá acesso ao WCT, ela conseguiu a sexta e última posição, deixando pra trás 50 adversárias. A partir deste ano, estará disputando etapas ao lado de grandes nomes do surfe feminino, como as brasileiras Silvana Lima e Jaqueline Silva. Mesmo com a presença garantida, ela irá, mais uma vez, participar do WQS. “Mas só das etapas de cinco e seis estrelas, que possuem maior pontuação”, explica. “Minha intenção é treinar bastante, evoluir e adquirir o máximo de experiência possível. Não estou muito preocupada com os resultados.”. O tempo pode cuidar de fazer de Bruna Schmitz uma das maiores surfistas que o país já viu. Quem viver, verá.