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Seção : drops - Notícias - 23/04/2009 06:20
Confira entrevista exclusiva com Rafinha Bastos
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O solo de stand up do comediante e jornalista Rafinha Bastos chega a Belo Horizonte no próximo domingo. Recheado de um humor ácido exclusivo, o espetáculo chega a chocar de tão sinceras que são as piadas. Mas o público já está acostumado, afinal, não é qualquer um que tem coragem de aparecer em rede nacional fazendo um quadro como o Proteste já, do CQC.
Com certeza você já viu Rafinha no Youtube e ele dispensa apresentações. Sem mais delongas, confira a entrevista que ele liberou ao Ragga Drops. Como é a relação do seu estômago com o quadro Proteste já? Na verdade, sou formado em jornalismo e já tinha uma experiência anterior com esses tipos de problemas. Não é muita novidade pra mim, mas gosto muito e me sinto orgulhoso de poder fazer alguma coisa que realmente ajude alguém. É muito legal isso. Uma oportunidade única que tenho de poder fazer comédia e tratar de assuntos bem sérios. É um grande presente que ganhei. Não dá raiva? Vontade de bater no cara contra quem está protestando? Dá. Mas quanto menos raiva tenho, melhor fica a matéria e mais consigo me distanciar. Mas é difícil. No começo, acabava me estressando muito. Ainda me estresso, você sente isso quando vê um governante que não faz o trabalho dele direito ou o diretor de uma empresa que está sacaneando alguém. É claro que isso me deixa puto, mas meu papel ali é buscar resolução, e não agressão.
É verdade que o CQC começou a gerar uma reação feminina de levar cartazes para os seus shows de stand-up escrito coisas do tipo “Rafinha, eu te amo”? Sim, mas é porque a televisão gera um fascínio e uma mitificação das pessoas que chega até a ser um pouco imbecil. Gosto que as pessoas gostem do meu trabalho e curtam o que estou vivendo, mais do que especificamente a minha figura. Gosto que as pessoas admirem minha opinião, minhas ideias, meus conceitos. Essa mitificação enche um pouco a paciência... Qual é a coisa mais chata que um fã pode fazer? Pedir pra falar com parente no celular. O cara vira e fala “Meu, fala com a minha prima! Ela não pôde vir, fala com ela”. Nunca fiz isso e nunca vou fazer. A pessoa me dá o celular e eu respondo “Não, não vou falar”. Você já se apresentou em Portugal, certo? É diferente fazer humor lá? O português vê novela, nossos canais e nos conhece demais, a nossa cultura... Então, foi relativamente tranquilo porque 80% do meu material fala de cotidiano e dia a dia, não teve problema. Criei algumas coisas com a cultura local, mas nada que fugisse muito do meu jeito de fazer comédia. Você já está cansado de ficar falando dos mesmos assuntos nas entrevistas? Seu começo na internet, a página do Rafinha, as mudanças pós-CQC etc.? Confesso que não gosto de dar entrevista, nunca gostei, me enche o saco. É louco quando você é o entrevistador e passa a ser a celebridade. É um negócio que prefiro não ser, mas ao mesmo tempo preciso porque faço shows. Tudo o que gera a celebridade, às vezes, enche demais. Mas, inevitavelmente, tenho que fazer, faz parte. Às vezes, paro pra pensar e acho que não nasci pra ser famoso... O que enche o saco é ficar falando de mim. Gosto muito que as pessoas vejam o meu trabalho. Falar de mim é que me bodeia, mas é natural. Faço. Então não falemos de você, mas do seu salário. Quanto você ganha por mês? Ah, adoraria ter esse cálculo, mas, infelizmente, gasto tudo. Você jogou basquete profissionalmente. Ter sido atleta deixou algo positivo? Sem dúvida. Foi minha grande escola. Aprendi muito mais no esporte do que no colégio. O esporte me ensinou a ser competitivo na medida certa, trabalhar em grupo, me ensinou a querer vencer sempre e saber lidar com derrotas. Ele faz você vivenciar isso muito antes do mercado de trabalho. Então, acho que muito do meu êxito tem ligação com o esporte, sim. Foi uma escola que me ensinou tudo que sei. Então você indica. Com certeza. Indico não só que façam esporte como, se puderem, o pratiquem de forma competitiva. É um ensinamento muito importante na vida de qualquer um. Você tem blog, site, canal do Youtube, Orkut, Twitter... E sua página na Wikipedia, foi você que fez? Não fui eu. Aliás, li outro dia e meu nome estava completamente errado. Não sei se mudaram, mas era tipo Rafael de Medeiros, uma coisa assim...
Mas o making-off da gravação do DVD da Arte do insulto, que está no Youtube, é de verdade? Sim. Se tudo der certo, ele sai em outubro. Tinha alguns lugares em que precisava ir pra gravar e um deles é Belo Horizonte. Então, estou acabando de circular com esse espetáculo que pretendo aposentar no fim deste ano. Quais as cinco músicas que não saem do seu iPod? Poxa vida... Ouço coisas que ninguém ouve... vou falar umas boas mais fáceis, pode ser cinco bandas? Foo Fighters, New Edition, Jackson 5, Rage Against the Machine e Boyz II Men. Faltou alguma pergunta? Não. Só quero dizer que estou muito empolgado e contando os dias pra chegar em Belo Horizonte e poder me apresentar. O espetáculo chega a BH Há quanto tempo A arte do insulto está em cartaz? Desde janeiro de 2007. Quantas pessoas já assistiram? Não tenho ideia. Não faço essa contagem porque são vários shows, eventos, shows grandes... Na mesma noite o público já somou 4 mil pessoas. O total não sei.
E quantas cidades, tem ideia? Quantas não, mas nas grandes capitais fui praticamente em todas. Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, até capitais do Norte como Porto Velho, Rio Branco, já teve Vitória, quase todas as capitais... DATA Domingo, dia 26 LOCAL Minascentro :: Teatro Topázio: Avenida Augusto de Lima, 785 – Centro HORÁRIO 19h PREÇOS Setor 1: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia) Setor 2: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) PONTOS DE VENDA Shopping Cidade: Rua Tupis, 337, piso GG – Quiosque Livraria Leitura BH Shopping www.ingressorapido.com.br ou (31) 4003-1212 Ingresso Rápido: Shopping 5ª Avenida – Rua Alagoas, 1.314, loja 27C CENSURA 14 anos. Menores entram acompanhados pelos pais. Confira vídeo de Rafinha Bastos |
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