Divirta-se Notícia - Conheça a mineira campeã do xadrez

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Seção : drops - Notícias - 28/05/2009 06:20

Conheça a mineira campeã do xadrez


Daniel Ottoni - Ragga
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Carlos Hauck
Quando tinha cinco anos de idade, Fernanda Rodrigues pediu ao pai, um coronel do Corpo de Bombeiros, pra comprar um tabuleiro de xadrez visto em uma vitrine de loja. “Na verdade nem sabia do que se tratava, nunca tinha jogado xadrez antes na vida. Mas como adoro jogos de todos os tipos, pedi pro meu pai e ele comprou”, relembra a garota. Os pais mal imaginavam o que vinha por ali. O pai a ensinou as regras básicas do jogo e, com o tempo, o aperfeiçoamento foi inevitável. “A Fernanda sempre aprendeu as coisas com muita rapidez e facilidade. Até hoje é assim”, conta Graça Rodrigues, a mãe cheia de orgulho.

Entre os títulos da jogadora, hoje com 12 anos, estão o atual Campeonato Mineiro Sub-12, o Brasileiro 2008, o Pan-Americano Escolar 2008 e o Mineiro Feminino 2008. Isso sem contar as participações em tantos outros campeonatos de norte a sul do Brasil. “Mas o mais bacana foi disputar os dois mundiais na França, em 2005, e na Turquia, em 2007”, conta a pequena campeã. Nestes torneios, ela admite que o jogo cresceu muito, afinal, estava disputando contra os melhores do mundo. Por lá, teve a oportunidade de conhecer grandes feras do tabuleiro, como Anatoly Karpov, Aleksander Goloschapov e Arthur Yussupov. Não conhece os caras? Nem eu. Mas pra Fernanda, eles são referência. E para o mundo do xadrez também.

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Fernanda hoje é temida pelos adversários, mas isso não fez o sucesso e o favoritismo subirem à cabeça. “Tive a ideia de ajudar meninos carentes que via na rua pedindo dinheiro. Falei com meu pai sobre e ele me ajudou a tocar pra frente”, conta. Ela chegou a iniciar um projeto no Aglomerado da Serra, região de risco da capital, ensinando xadrez pra 20 garotos. “Muitos ali mostravam potencial e aprendiam rápido. Outros nem tanto. Mas o mais importante era ensinar um jogo que pudesse melhorar o rendimento escolar e afastá-los das drogas e do tráfico”. Quem diria. Além de vencedora, é humilde e solidária. Pena que o projeto está parado, por falta de apoio.

Carlos Hauck


A pequena campeã afirma que o xadrez a ajudou muito na escola, tanto pela concentração, como na facilidade com números e raciocínio rápido. “As notas dela são as mais altas da classe. E ela não estuda muito, só presta muita atenção nas aulas mesmo”, conta a mãe, que chega a puxar a orelha da filha para pegar nos livros em casa, mas em vão. Enquanto vai ganhando os campeonatos, Fernanda espera a hora de prestar vestibular pra medicina. É bem provável que ela também tire essa de letra. Muita gente pode achar que xadrez é jogo pra velho, mas vai morrer de inveja quando perceber pra onde o esporte levou e o que fez com a pequena Fernanda, que sonha em ser a campeã mundial de xadrez. Eu boto fé. E você?