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Seção : drops - Notícias - 23/07/2009 06:20
Confira papo do Ragga Drops com o rapper "da gema" De Leve
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Sua história na música começou sem pretensão. “Tocava em banda de colégio e ouvia rap. Costumava juntar com os amigos para escrever algumas paradas, tudo amador”, lembra. Mas foi a partir de um convite para participar de um CD que ele começou a encarar aquilo como uma profissão. “Alguns convites e propostas apareceram. Hoje eu vivo da música”, comemora. A influência vem do hip-hop americano. Dr. Dre e Snoop Dogg são referências ao lado de rappers norte-americanos das décadas de 1980 e 1990. “Considero influência até mesmo o que ouvi ontem. Hoje não tenho escutado muito rap, apesar de saber o que anda rolando na cena”, conta. Com três LPs lançados, De Leve afirma que o último trabalho sempre costuma ser o preferido. “Cada disco tem sua história, mas esse último (De Love) tem uma temática única. Ele fala de amor e relacionamento entre homem e mulher. Além disso, fiz a produção dele sozinho”. A marca registrada, desde os tempos de colégio, é o sarcasmo e a ironia. “Não sei de onde veio isso, talvez dessa coisa carioca, de sentar no bar com os amigos e ficar falando besteira”, aponta. Mas para colocar toda essa perspicácia na música não é fácil, garante o cara, que acaba de ganhar o primeiro herdeiro. Algumas parcerias foram feitas com grandes nomes da música, como B Negão, KL-Jay (Racionais MC’s), Xis e Gustavo Black Alien. Defensor da livre distribuição musical por meio da internet, De Leve não recomenda nada a ninguém. “Cada um faz o que acha melhor para sua vida. No meu caso, funcionou”, solta. Ele conta que a alternativa encontrada foi a divulgação do trabalho na rede, sobretudo pela falta de grana e pela chance de um número maior de pessoas conheceram o seu trabalho. A principal inspiração para fazer as composições são os fatos do cotidiano. “Tudo que está por aí é motivo. Desde o Ronaldinho até a gripe suína. As pessoas acabam se identificando mais com esse tipo de coisa”, indica. Até mesmo o que o deixa irritado, acaba virando combustível. “Hoje fico puto com uma coisa, mas depois acabo rindo disso. Tudo vira pólvora para fazer rir”, conta. Só pra entender um pouco do nível de ironia do cara, saca só uma parte da letra de Ramon. Mulé, pra que escova progressiva, Quando é mais barato alisá-la com saliva? Não, não precisa ficar agressiva Eu te amo feia assim mesmo, você é minha diva. É desse jeito. Como aquele velho ditado: “Para quem sabe ler, um pingo é letra”. Se quiser mais, vai lá: dicamelim.blogspot.com
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