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Seção : Música - 26/11/2008 09:15
Wagner Tiso faz dois shows no Palácio das Artes 
O pianista mineiro experimenta o prazer de unir música erudita e popular.
Ailton Magioli - EM Cultura
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Esta é uma das várias formações com que o maestro se dá ao prazer de fazer aquilo que ele mesmo classifica como “música popular clássica”, que se situaria entre o erudito e o popular, com direito a mesclar elementos do jazz. Recém-saído dos estúdios, onde gravou o terceiro disco da trilogia de pianos e cordas (Debussy e Fauré encontram Milton e Tiso, de 1997; seguido de Tom Jobim Villa-Lobos, de 2000), desta vez ele vai se dedicar ao samba e ao jazz do início do século 20. Para Tiso, Belo Horizonte inspira sempre. “Foi aí que começamos na noite, quando sequer sabíamos o que poderia dar isto tudo”, justifica, dizendo-se feliz em rever o interesse do público mineiro por sua música. Daí a decisão de incluir no repertório das duas apresentações a emblemática 7 tempos, da época do Som Imaginário, grupo de música instrumental que integrou nos anos 70. À maneira já reconhecida dos fãs, Wagner Tiso promete reler, em versões instrumentais, clássicos como Só danço samba, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes; Cravo e canela, de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos; Vera cruz, de Milton e Márcio Borges; e Aquarela do Brasil, de Ary Barroso. “Desde que comecei, queria fazer esta música, bem tocada e arranjada, com direito inclusive a pitadas sinfônicas”, afirma o maestro, que volta e meia sobe ao palco também em companhia de uma orquestra. Entre os projetos que pretende trazer a Belo Horizonte no ano que vem está a apresentação com a sinfônica do estado, a exemplo do que vem fazendo por todo o país. Acostumado a exercitar-se em variadas formações, do solo à orquestra, passando por duo, trio e quarteto, depois de algum tempo sem tocar com bateria e percussão Wagner Tiso voltou a se apresentar com uma banda tradicional, acrescida de elementos eruditos, graças à presença de instrumentos tradicionais do gênero, como oboé e violoncelo. Depois de passar pelo festival de percussão PercPan, em Salvador e Rio de Janeiro, o pianista chega a Belo Horizonte para duas noites dedicadas aos clássicos, que ganham vida nova em suas mãos. Doce de coco, de Jacó do Bandolim; Vento bravo, de Edu Lobo; e Chico rei e Os cafezais sem fim, da parceria com Fernando Brant, também estão no roteiro. SÉRIE INSTRUMENTAL COM WAGNER TISO E BANDA Quarta (26/11) e Quinta (27/11), às 21h, no Grande Teatro do Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1.537, Centro). Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Informações: (31) 3236-7400. Assista ao vídeo com Wagner Tiso e Milton Nascimento cantando "Canção do sal" em 1980 |



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