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Seção : Música - 16/01/2009 07:00
Para quando o Radiohead chegar
Terence Machado - Esquema Novo
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Mas foi com o álbum seguinte, The bends, com Planet telex, assustadoramente pulsante e com ares futuristas, puxando um repertório incrível, que Thom Yorke e cia. mostrariam que qualquer disputa cheirando a espírito juvenil deveria ficar mesmo entre o Blur e o Oasis. Eles não fariam absolutamente nada para apartá-la, a não ser produzir música pop com padrão ultraelevado. Mesmo que os irmãos Gallagher fiquem dóceis e a menos que criem um canal de inspiração para receberem melodias enviadas diretamente por Lennon e Harrison do “andar de cima”, mesmo que Damon Albarn e Graham Coxon do Blur façam pacto com o “coisa ruim”, numa encruzilhada qualquer de Oxford, nada fará com que eles produzam um conjunto de canções aparentemente doces, quebradas por distorções de amargor persistente e reunidas num só disco como o Radiohead, em The bends. Ok computer, a obra seguinte, dispensa apresentações. Ter passado batido por esse disco e a épica Paranoid android e achar que ouviu música pop de 1997 em diante é como gostar do som de Seattle e pular o Nirvana. Em todos os sentidos! Ela, Karma police e No surprises, além de estupendas, ganharam clipes não menos acachapantes, que, somados a quatro outros vindos do CD anterior, formaram a videocoletânea 7 television commercials. Essa compilação pode, entre outras coisas, funcionar como sessão de gala para a introdução ao universo musical do Radiohead. Depois de Ok computer, definitivamente, o quinteto britânico não poderia lançar algo convencional. Veio a sequência Kid A e Amnesiac, discos que dividiram os admiradores do grupo em duas facções – a dos que passaram a achar a banda mais chata e cheia de esquisitices (o que não deixa de ser verdadeiro “até a página dois”, da três em diante é só alegria!) e a dos que passaram de fãs a fanáticos (fanatismo nunca é algo saudável, portanto, achar Amnesiac o melhor álbum da banda é como entrar para o Hamas dos indies). Hail to the thief surgiu como um aceno cínico a George W. Bush e, de certa forma, agrupando as experimentações sonoramente certeiras, presentes nos cinco discos anteriores. Já In rainbows é o melhor aceno musical para a indústria fonográfica, com o dedo médio em riste. Lançado de forma independente e vendido primeiramente pela internet pela quantia que o comprador quisesse pagar, canções como 15 steps, Weird fishes e Jigsaw falling in to places por si só valem mais do que milhares de CDs vendidos por aí por preço superior a R$ 15. Mudando de assunto, quando será mesmo o carnaval este ano? Não sei quanto a vocês, mas pra mim será entre 20 e 22 de março. |



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