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Divirta-se

Seção : Música - 02/02/2009 11:19

Público saiu satisfeito do show do Orishas


Janaína Cunha Melo - EM Cultura
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Gualter Naves/Light Press.
A barreira do idioma não impediu que a plateia cantasse a maioria dos sucessos do grupo

Todos os orixás foram celebrados na noite de sábado, na apresentação do grupo de rap cubano que fez no Chevrolet Hall. Os Orishas, que se valem da força das tradições africanas para fazer ouvir hip hop latino de alta qualidade, mais uma vez se inspiraram nos toques ancestrais para o show de lançamento do novo disco, Cosita buena, e agradaram plateia menos numerosa do que o esperado. Pelo tempo em que não se apresentam na cidade, e pela repercussão mundial do trabalho anterior, Antidiótico, que venceu três Grammy, não seria surpresa que a casa estivesse lotada, ao contrário do que se viu.

Veja fotos do show do Orishas em BH

O show começou pontualmente às 22h30, quando parte da plateia ainda estava fora da arena. Durante uma hora e meia, o grupo repassou sucessos dos quatros CDs de uma trajetória que começou em 1999, com A lo cubano. Entre eles, Nací Orishas, Represent, Atrevido, e ainda levaram ao palco releituras das clássicas Guantanamera e Chan chan, em versões que confirmaram habilidade dos músicos para transformar em rap canções do repertório tradicional cubano sem desconfigurar sua essência. O trio Ruzzo Medina, Roldán Gonzáles e Yotuel Romero foi acompanhado por DJ, percussão e trompete.

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Carimástico, Yotuel é o mais expressivo dos três. Falante, cativou o público, conversando como se não existissem barreiras de compreensão. Dezenas de vezes elogiou ambiente contagiante proporcionado pela plateia, que repetiu em coro boa parte das letras em espanhol e não apenas refrões mais conhecidos. O rapper não foi muito compreendido nas críticas que fez a questões próprias de seu país ao preconceito racial no mundo. Prejudicaram a falta de definição do som, mas também a velocidade da declamação, o sotaque com gírias de rua e a diferença do idioma – na prática, menos próximo do português do que se imagina.

Mas pouca gente se incomodou com a ausência de nitidez do conteúdo poético em show fartamente compensado pela riqueza de sonoridades oferecida pelo sexteto. Insinuante, provocativo e em dia com o melhor do hip hop hispano-americano, os Orishas também não recusaram diálogo com o rap norte-americano. Embora fundamentalmente latinos, em Machete eles mostraram fusão com ambiente eletrônico distinto do habitual ao trio.

Assista ao clipe da música 537 Cuba