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Seção : Música - 17/09/2009 10:51
Ecos sinfônicos
Arthur G.Couto Duarte - EM Cultura
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Sonoridade suntuosa de acordo com a ambiência do castelo Ledreborg, edificação setecentista construída no alto de uma colina, próximo da cidade de Lejre, a Leste da Dinamarca. Lá, para um público de mais de 20 mil pessoas, o Procol Harum apresentou dois shows ao lado da Orquestra Nacional da Dinamarca, em 19 e 20 de agosto de 2006. Um evento que certamente reavivou nos fãs do progressivo sinfônico ecos de hibridismos afins, celebrados há décadas, por grupos como Yes, Barclay James Harvest, Jethro Tull, Camel, ELO, Moody Blues e Emerson, Lake & Palmer. Mesmo tendo apenas o tecladista/vocalista Gary Brooker de sua formação original, o Procol Harum se saiu bem em sua empreitada. Auxiliado por músicos do calibre do guitarrista Geoff Whitehorn (ex-If, ex-Crawler, ex-Bad Company, ex-Paul Rodgers Band) e do baterista Mark Brzezicki (cujo currículo inclui temporadas ao lado de Pete Townshend, Big Country, The Cult e The Pretenders, entre outros), Brooker – ainda mantendo seu potente timbre de barítono imaculado – conduz os ouvintes com um repertório construído ao longo de quatro décadas. Do portentoso arranjo sinfônico elaborado para a introdutória Grand Hotel, passando pelas não menos épicas A salty dog, Whaling stories, Homburg, Simple sister e Conquistador (além da inevitável A whiter shade of pale), o Procol Harum se mostra à vontade em meio às cordas, tímpanos, sopros e coro providos pela orquestra dinamarquesa. Ao final do programa, nostálgicos ainda poderão confrontar o atual line-up do grupo com a formação de 1974 (já sem o guitarrista Robin Trower), em uma exibição especial para a TV dinamarquesa, até então inédita, na qual o destaque vai para uma devastadora releitura da hard-bluesy-bíblica The devil came from Kansas. |


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