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Seção : Música - 28/09/2009 11:01
Diego Figueiredo quer conquistar público brasileiro
Com trajetória vitoriosa no exterior, o guitarrista quer mesmo é marcar presença em seu próprio país
Eduardo Tristão Girão - EM Cultura
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A diferença principal está, como é natural, no emprego de elementos brasileiros nas composições – todas as 12 de autoria de Diego. São referências ao samba, choro e baião, entre outras, que dão tempero especial ao trabalho e firmam o músico de 29 anos como talento em ascensão. “Há muito tempo queria fazer um trabalho como esse, unindo raízes brasileiras ao trio de jazz tradicional”, conta Diego. “Não há diferenças de conhecimento ou maneira de tocar em relação aos demais álbuns que lancei. Esse disco está mais maduro. A bagagem que tenho hoje foi o que de melhor consegui colocar nele. Se tivesse de caracterizá-lo, seria como brazillian jazz.” A referência a Pat Metheny não é por acaso: ele tem o veterano como uma de suas principais influências, ao lado de medalhões como Joe Pass, Oscar Peterson e Keith Jarrett. Diego, que se considera quase mineiro, gravou o disco em sua cidade natal, Franca, que fica quase na divisa de Minas Gerais com São Paulo. Cada faixa foi registrada em um dia. “Deu tempo de entrosar bem e colocar a alma, o sentimento em cada música. Fizemos tudo ao vivo. Nem sempre gravo assim, embora prefira. Dá mais fidelidade e mais expressividade ao registro. E na improvisação há mais vida”, explica. Todas as composições são recentes, à exceção de Paschoa, escrita há cerca de oito anos e cujo arranjo foi refeito para o novo trabalho. EXTERIOR Ainda adolescente, Diego tinha no blues suas principais referências. O universo do jazz ele veio a conhecer por influência do professor de guitarra Haroldo Garcia, que também lhe apresentou a técnica para tocar o instrumento sem palheta. “É uma técnica muito difícil, mas consegue-se pureza no som”, justifica. Aliado a isso, treinou para tocar harmonia e melodia simultaneamente. Também por esse motivo se tornou um ouvinte muito interessado em grandes pianistas do jazz, já que o instrumento é um dos mais pródigos em harmonia. Mesmo ocupado com a agenda de shows para divulgar Vivência, Diego também está às voltas com dois outros discos que deve lançar ainda este ano: Diego Figueiredo ao vivo e Brazillian accent, este último com Moisés Alves, trompetista da Orquestra Sinfônica de Brasília, e participação do também guitarrista Roberto Menescal. Paralelamente, teve o álbum Dadaiô (com o baixista Rodolfo Stroeter e o baterista Robertinho Silva) lançado recentemente na Dinamarca, onde foi gravado ano passado. Há possibilidade de que seja lançado no Brasil em 2010. Não se trata de seu primeiro disco a atingir o mercado externo. Já havia lançado lá fora El Colibri, Hojas secas, Segundas intenções e Ao vivo. A propósito, o músico está negociando o lançamento de toda a sua discografia na Itália, país onde gravou Ao vivo. “É importantíssimo manter os dois mercados, apesar de que as coisas estão indo bem aqui no Brasil. Mas, se ficasse restrito ao exterior, poderia acabar sumindo do país”, avalia. Só neste ano, ele já tocou na Colômbia, Uruguai, Noruega, Dinamarca, Suécia, Alemanha, Áustria, Holanda, Peru, Inglaterra e Itália. |


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