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Seção : Música - 28/09/2009 11:09
Heróis anônimos fazem o BH Music Station acontecer
Na madrugada, o show não pode parar. Seguranças, maquinistas, equipes de apoio e limpeza e produtores trabalham nos bastidores para garantir a festa
Bruno Mateus - Ragga
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“Eles são vitais em tudo que fazemos lá dentro, de fundamental importância para que o evento role com tranquilidade e conforto”, afirma Dênio Albertini, um dos produtores do BH Music Station. Segundo ele, são entre 25 e 30 pessoas em cada uma das quatro estações, de pessoal de apoio a produtores. Cerca de 110 profissionais estão escalados para manter a segurança e tranquilidade do evento. Para Ernani Júnior, um dos sócios da empresa responsável pela estrutura de palco, cobertura e camarim, essas pessoas “são o coração do evento”. De acordo com Júnior Vinícius, funcionário da empresa, foram gastos seis dias, no período das 9h às 18h, para montar toda a estrutura nas três estações em que acontecem os shows. “É massa demais ver o evento acontecendo. É muito satisfatório”, garante. Já na entrada, a estudante Bárbara Vilaça, da equipe de apoio, organizava filas, orientava quem tinha dúvida e distribuía panfletos. Questionada se a tarefa lhe traz muita dor de cabeça, ela sorri e responde: “A gente tira de letra. É uma ótima sensação saber que estamos ajudando. Ano que vem espero trabalhar de novo”. A segurança Evanir da Paixão Verbelo viaja com o público nos vagões. “A gente pede às pessoas que usem o bom senso, não baterem no teto, não fumar”, diz. André Pedrosa é o responsável da Companhia Brasileira de Trens Ubarnos (CBTU) pelas quatro estações do evento. Ele e mais dois funcionários mantêm contato constante, zelando pelo patrimônio do metrô. Janaína Ferreira da Costa é maquinista da CBTU há três anos. Trabalhando pela segunda vez no BH Music Station, lembra que muitas pessoas têm a oportunidade de conhecer o metrô de Belo Horizonte, pois a maioria não é usuária regular do serviço. “O pessoal é tranquilo, todo mundo se diverte. É mais animado do que no dia a dia, né?”, ri, se preparando para continuar a viagem. “Este é o último trem, vocês vão entrar?”, perguntava a segurança Devânia Luíza, pouco antes das 5h. Para ela, o saldo foi uma noite tranquila, sem tumultos ou motivos de preocupação. “Só de conseguirmos manter a ordem, é legal. O pessoal é tranquilo”, disse, enquanto um casal se beijava freneticamente e, pelo menos para eles, a festa poderia continuar em outro lugar. |


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