Divirta-se Notícia - Tony Bennett canta clássicos inesquecíveis em BH

Divirta-se

Seção : Música - 23/10/2009 07:00

Tony Bennett canta clássicos inesquecíveis em BH


Mariana Peixoto - EM Cultura
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Adam BettcherAFP %u2013 13/7/09
Classe e elegância subirão ao palco do Chevrolet Hall na noite de amanhã na figura do cantor que personifica uma época que não volta mais. Tony Bennett, o último intérprete da chamada geração Sinatra, em turnê pelo Brasil desde quarta-feira, chega a Belo Horizonte para show que reúne todos os seus grandes sucessos. Ao lado de seu quarteto – e com apresentação de abertura de sua filha, Antonia Bennett –, o cantor, aos 83 anos, vem provar que a idade em nada diminuiu o poderio de suas canções, bem como de sua performance.

“Não importa o quão bem sucedido você é, se perde a paixão pelo que faz não há mais razão para continuar fazendo”, afirmou Bennett em entrevista ao Estado de Minas. Ele pode bem falar isso, já que números impressionantes permeiam uma carreira que está prestes a completar 60 anos: gravou 70 discos e vendeu 50 milhões de cópias somente nos Estados Unidos. E, mesmo com a idade avançada, não pretende parar. Paralelamente aos shows, vem preparando álbum, que será gravado com Stevie Wonder.

Parceiros de peso são outra constante em sua trajetória. A partir dos anos 1990, depois de período de marasmo, Bennett reinventou-se, primeiro se apresentando para uma nova geração (virou ídolo dos jovens ao gravar um Acústico MTV) e, mais tarde, regravando seus hits ao lado de nomes como Elton John, k.d. lang, Bono, Sting e uma pá de outros nomes do primeiro escalão. Tudo, vale lembrar, sem modificar a essência: standards ao sabor de tempos que não voltam mais. No repertório estão Because of you, Rags to riches, I wanna be around, The good life e I left my heart in San Francisco, essa última a marca registrada do cantor.

Com trajetória iniciada no fim dos anos 1940 – na época, contou com o auxílio de Bob Hope, que inclusive criou seu nome artístico, já que Bennett, nascido Anthony Dominick Benedetto, utilizava a alcunha de Joe Bari – ele vem se apresentando no Brasil desde o início da década de 1960. “Foi em 1962 que conheci João e Astrud Gilberto. Assim que eles me mostraram a música brasileira, me apaixonei. Na época, bossa nova era o máximo na América Latina, mas ainda não havia chegado aos Estados Unidos. Quando voltei aos EUA, comecei a falar nas rádios sobre essa música fantástica e alguns meses mais tarde a bossa explodiu no país”, continua Bennett.

A pintura é outra paixão dele – o Rio de Janeiro, por sinal, já foi apresentado em vários de seus quadros. Exibiu suas pinturas em galerias ao redor do mundo e algumas delas foram adquiridas para os acervos do Butler Institute of American Art, National Arts Club in New York e Smithsonian’s National Museum of American History. Há oito anos, Bennett fundou a Frank Sinatra School for the Arts, escola pública que oferece um currículo extenso em artes. Outro ponto importante de sua carreira é o envolvimento com causas humanitárias. Bennett levantou milhões de dólares para o Juvenile Diabetes Foundation, American Cancer Society, Walden Woods Foundation e Save the Rainforest Foundation. O trabalho lhe garantiu, há dois anos, um prêmio da Organização das Naç~eos Unidas (ONU).

TONY BENNETT
Show sábado, às 21h, no Chevrolet Hall, Avenida Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, (31) 3209-8989. Ingressos: Mesa para quatro pessoas, R$ 1 mil (preço único); arquibancada, R$ 250 e R$ 125 (meia).

Assista ao vídeo com a música For once in my life, com Stevie Wonder