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Seção : Música - 29/10/2009 12:30

Clássico e popular

O pianista Flávio Varani se apresenta com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Janaína Cunha Melo - EM Cultura
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Dirk Bakker/Divulgação
Flávio Varani vai tocar um dos concertos mais conhecidos de Mozart e promete surpresas
Com mais de 50 anos de concertos públicos, o pianista Flávio Varani lembra, com orgulho, trajetória que começou aos 7 anos, no Brasil. Um dos primeiros concertos ocorreu um ano depois, com a Orquestra Sinfônica Brasileira, regida pelo maestro Eleazar de Carvalho. Ainda pré-adolescente, aos 13 anos, ele foi agraciado com bolsa do governo francês para estudar em Paris, onde foi aluno de Magda Tagliaferro, e, desde essa época, não parou mais de se dedicar a repertório diversificado, que inclui os grandes nomes da literatura erudita. Para Varani, o êxito é resultado de trabalho constante e, sobretudo, de paciência. “Essa facilidade da comunicação instantânea, pela internet, leva os jovens a pensar na fama antes do trabalho. Tocar com arte é algo que se constrói aos poucos, pela vida inteira”, ensina o concertista, que também atua como professor nos Estados Unidos e outros países.

Hoje, ele se apresenta com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, no Grande Teatro do Palácio das Artes, com regência do maestro Fabio Mechetti. No programa, Flávio Varani interpreta Concerto para piano nº 21, em mi maior, de Mozart. O segundo movimento da obra é bastante conhecido pelo público, por ter sido divulgado mundialmente em trilha sonora de filmes, o que torna o desafio do pianista ainda maior. “Quando uma peça tem esse reconhecimento imediato por parte da plateia, é preciso criar um diferencial, descobrir uma forma que ainda não tenha sido revelada”, diz o músico.

Por outro lado, ele lembra como essa é uma obra infinita, em que cabem variadas interpretações. “Geralmente, a beleza de uma peça está na sua variedade. Neste segundo movimento, Mozart fez o contrário. Explorou a monotonia de uma maneira rara e especial”, comenta. O concerto é aberto em caráter imperial e se encerra com ritmos festivos, como uma opereta típica do compositor austríaco.

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais também apresenta duas obras do mineiro Rafael Nassif, vencedor do Festival Tinta Fresca do ano passado. O programa inclui ainda Quadros de uma exposição, de Mussorgsky, com orquestração por Ravel.

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS
Grande Teatro do Palácio das Artes, Av. Afonso Pena, 1.537, Centro, (31) 3236-7400. Hoje, 20h30. Regência: Fabio Mechetti. R$ 40 (plateia 1), R$ 25 (plateia 2) e R$ 12 (plateia superior).