Divirta-se Notícia - Argentina e Brasil se encontram no Museu de Arte da Pampulha

Divirta-se

Seção : Música - 30/10/2009 07:00

Argentina e Brasil se encontram no Museu de Arte da Pampulha


Eduardo Tristão Girão - EM Cultura
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Sofia Romero/divulgação
O trio Aca Seca foi criado na Universidade Nacional de La Plata
Enquanto a tão sonhada integração latino-americana não se torna realidade, importante episódio dessa história terá lugar no palco do Museu de Arte da Pampulha, na manhã de domingo, quando o cantor e compositor mineiro Sérgio Santos se apresentará com o grupo argentino Aca Seca. Uns tocando as canções dos outros, eles celebrarão a paixão pela música popular.

Ano passado, Sérgio e Aca Seca saíram em turnê por Buenos Aires, La Plata, Paraná e Rosário. Eles também fizeram shows no Uruguai. Os recitais argentinos contaram com a participação do compositor Carlos Aguirre, figura fundamental para o encontro do mineiro com o grupo. “Em 2003, participei de um evento cultural em Salvador, com gente do mundo todo. Carlos foi ver um show meu e, no final, trocamos discos. Ele levou o meu Áfrico para lá”, lembra Sérgio.

O brasileiro acredita que o álbum tenha passado de mão em mão até chegar a um dos integrantes do Aca. Por meio do MySpace, estabeleceram amizade e logo veio o convite para tocar na Argentina. “Há muita semelhança entre a nossa música e a deles. Mais do que com o rock. Não vejo motivo para a dificuldade de essas culturas se entrelaçarem”, avalia Sérgio.

Aca Seca foi criado por Juan Quintero (violão e voz), Andrés Beeuwsaert (piano e voz) e Mariano Cantero (percussão e voz) em 1999, época em que os músicos estudavam composição e regência na Universidade Nacional de La Plata. O grupo tem dois álbuns, Aca seca (2003) e Avenido (2006; editado no Japão recentemente). O repertório reúne composições próprias e de autores como Juan Falú, Jorge Fandermole, Hugo Fattoruso e Carlos Aguirre.

TRADIÇÃO Para Sérgio Santos, a semelhança entre o próprio trabalho e o do Aca Seca está no fato de que ambos se baseiam nas tradições populares. “Retiro inspiração do congado, do samba. Eles fazem a mesma coisa lá. O que aqui chamamos de MPB, lá eles chamam de folclore”, explica o mineiro. O show de domingo terá três momentos: solo de Sérgio, solo do grupo e, é claro, encontro dos artistas. Juntos, vão tocar Kekerekê, Samba para Mangueira, Io sô (de Sérgio) e Passarero, Equipaje e Carcará (do Aca Seca).

“Já rodei a Europa e fui várias vezes aos Estados Unidos, mas ano passado foi a segunda vez na vida em que estive num país da América Latina. A produção argentina é maravilhosa, muito mais que tango e música pop. Artistas de lá, da minha geração, têm trabalhos sensacionais, elaboradíssimos, com a mesma matéria-prima que uso. Tenho muita vontade de estabelecer contato com eles”, conclui Sérgio, que, em novembro, vai lançar o sexto álbum, Litoral e interior.

SÉRGIO SANTOS E ACA SECA
Domingo, às 11h. Museu de Arte da Pampulha, Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16.585, Pampulha. Informações: (31) 3277-7996. Entrada franca. Ingressos individuais podem ser retirados no local, a partir das 10h, no dia do show.