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Seção : Música - 09/02/2010 13:17
Relançado disco de parceiro de Seu Jorge
Mário Sérgio - Estado de Minas
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Explicando melhor, Gabriel é sobrinho do mestre Paulo Moura, que colabora como produtor e arranjador. Com Seu Jorge compôs dois de seus maiores sucessos: Burguesinha e Mina do condomínio. Mas estes são detalhes que apenas despertam o interesse para a audição do CD – este, sim, o teste que melhor pode avalizar a arte do moço. Na realidade, este é o relançamento de uma produção independente de dois anos atrás, com nova capa, encarte e faixa-bônus. Logo no início, Eu canto samba introduz Gabriel Moura com a segurança de um veterano. Curiosamente, ele surge batendo palmas e pedindo licença para chegar até as pessoas, e dá suas justificativas, como no verso em que garante que é “por puro prazer, pois eu tenho orgulho e alegria de cantar”. Outro belo momento do álbum, O perfume da nega é um samba-funk no melhor estilo de Jorge Ben e seus aliados. Com letra esperta e balanço contagiante, a faixa vem temperada com naipe de metais, teclados e guitarra destilando sutilezas, como o piano de David Feldman faria mais adiante em Inverno no Rio. Garota do Méier vem encharcada de romantismo pop, na forma de balada soul. Também de influência soul, Chose de louque brinca com os idiomas e reforça a caixa para “o batuque que francês ainda não ouviu”. O humor dá o tom ainda em Tem fila, um baião arretado com direito a violino de Nicolas Krassik e a participação de Baia nos vocais. As demais canções que completam o repertório estão no mesmo nível de qualidade, entre elas a levada black de Som mil e mais uma parceira com Seu Jorge (e Jovi Joviniano), um frevo animadíssimo que dá nome ao disco. Mas talvez a mais curiosa seja Lamento do morro, um delicado samba-canção de Garoto que ganhou letra saudosista de Gabriel e Rogê e o violão de Zé Paulo Becker. |


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