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Seção : Mundo Ela - Saúde - 09/02/2010 11:41

Dormir bem é um santo remédio

Especialista em sono fala sobre o assunto

Pipa Cavalcanti - Mundo Ela
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Dormir bem pode fazer toda a diferença para ir bem numa prova, ser mais criativo no trabalho e cultivar uma memória de dar inveja. Isso é o básico que estudos sobre a importância do sono na vida das pessoas têm revelado. A questão crucial ainda é por quê.

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Embora muitas pessoas possuam, além da necessidade, a facilidade para dormir, algumas outras além de não conseguirem, simplesmente não gostam. É o caso da educadora de 53 anos, Regina Celi, que há 40 sofre de insônia. "Eu costumo dormir apenas três horas por noite", afirma.

Pipa Cavalcanti
A educadora Regina Celi, 53 anos, sofre de insônia há 40 anos.
Regina que desde seus 13 anos já sentia sintomas da insônia, hoje já convive bem com ela. "Sinto alterações no meu humor, mas só na hora de levantar, pois com meu trabalho, eu levanto na hora que gostaria de estar indo dormir", conta a educadora que começa seu dia às 7 da manhã.
Regina ainda conta que, como conseqüência das noites mal dormidas, teve um ganho de peso, "pois é na madrugada que, em meio a uma crise de ansiedade, eu ataco a geladeira".

Ainda que Regina conviva bem com a insônia, "a privação crônica do sono pode ter consequências importantes. Quem dorme pouco geralmente apresenta irritabilidade, redução do desempenho, problemas de concentração, queixas de memória e fadiga. A insônia inclusive aumenta significativamente o risco de acidentes domésticos, de trabalho e de trânsito, devido à alteração do estado de alerta e à desatenção", diz o neurologista Alexandre Machado, do Hospital Santa Paula, em São Paulo

Machado afirma que, apesar de a função do sono nos seres humanos não estar totalmente esclarecida, dormir bem está relacionado à recuperação física, à secreção hormonal, aos processos de consolidação de memória e ao bom funcionamento intelectual.

Nos Estados Unidos, de acordo com a National Sleep Foundation, a falta de sono adequado faz com que mais de um terço dos americanos adultos esteja sofrendo de doenças que poderiam ser evitadas. Aqui no Brasil não é diferente. De acordo com o neurologista, as queixas de insônia são mais frequentes entre as mulheres - principalmente divorciadas, viúvas ou separadas - e aumentam com a idade. Estudos indicam que a insônia parece ser mais comum também entre pessoas com problemas financeiros.

Na opinião do doutor Alexandre Machado, outra causa da falta de sono é a ingestão de medicamentos ou doenças, mas geralmente está associada a hábitos que precisam ser alterados. "Casos mais graves podem ser tratados com medicamento, mas algumas mudanças simples podem restaurar o sono e a saúde".