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Seção : Arte e Livros - 27/11/2008 10:42
A força dos múltiplos
Walter Sebastião - EM Cultura
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A característica do múltiplo, como conta Ligia Camongia, é serem peças reproduzidas em série. É pratica que remete aos anos 1960, nos Estados Unidos, existindo notícias de trabalhos de artistas ligados à pop art, com tiragens de milhares de exemplares. O gênero teve um boom no Brasil dos anos 1970, com autores que, desde aquele tempo, continuam produzindo essas peças. Novidade, observa, é a diversidade de linguagens. Para ela, trata-se de proposição que, apostando na democratização da arte, revela “senso político” de quem as fez. O impacto das técnicas de reprodução modernas sobre a obra de arte, como recorda a curadora, é antigo (há texto pioneiro sobre o tema, de 1936, do filósofo e critico literário alemão Walter Benjamim). “Hoje, os meios eletrônicos ampliam essa discussão. Daí o controle da tiragem, artifício do circuito de arte para manter a noção de ‘original’, mesmo diante de obras inerentemente reprodutíveis”, observa. Têm obras na exposição os artistas Abraham Palatinik, Amilcar de Castro, Ana Holck, Antônio Dias, Camille Kachani, Carlito Carvalhosa, Carlos Vergara, Carmela Gross, Daisy Xavier, Daniel Feingould, Edgard de Souza, Eduardo Coimbra, Eduardo Sued, Enrica Bernadelli, Guto Lacaz, Ivens Machado, Janaína Tschape, José Damasceno, Laura Vinvi, Marcos Chaves, Marcos Coelho Benjamim, Maria Carmem Perlingeiro, Matheus Rocha Pitta, Maurício Ruiz, Nazareth Pacheco, Paulo Vivacqua, Raul Mourão, Regina Silveira, Ronaldo Grossmann, Vicente de Mello. N MÚLTIPLOS
Quinta (27/11), às 19h, na Galeria Murilo de Castro, Rua Benvinda de Carvalho, 60, Santo Antônio, (31) 3287-0110. Aberta de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 13h. Até 23 de dezembro. |


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