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Seção : Arte e Livros - 24/11/2009 11:27
Arte ponto a ponto - Exposição de bordadeiras em Uberlândia
Gracie Santos - EM Cultura
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As raízes do Flor de Chita foram plantadas no ano passado, quando a assistente social Graziela Zocal conheceu o trabalho das bordadeiras e procurou incentivá-las, levando seus bordados para serem vendidos em uma loja do Centro da cidade. Em parceria com Cleuza Bernardes (coordenadora artística do projeto), a ideia foi tomando corpo e o trabalho volume. “No primeiro momento, a ideia era fomentar uma atividade geradora de renda para o orçamento familiar das mulheres. Mas, em pouco tempo, elas surpreenderam com o potencial apresentado e a proposta cresceu”, conta Graziela. Hoje, o grupo se divide entre a execução do projeto Flor de Chita e a produção de novas coleções. A exposição Flor de Chita: Memórias, vivências bordados, aberta hoje na cidade do Triângulo Mineiro, teve sua inauguração oficial no início do mês, no Sesc. Da mesma forma que na abertura, será exibido documentário que revela as várias etapas do processo de trabalho de criação do grupo de 11 artesãs. Câmera e edição são de Tásio Lopes. Coordenadora-executiva do projeto, Talita Silva conta que o Flor de Chita recebeu benefícios do Fundo Municipal de Cultura de Uberlândia. Primeiro, as bordadeiras frequentaram oficinas de memória, relembrando casos para criar os painéis. Depois, deram início aos desenhos, feitos em papel. Terminado o processo, os traços foram passados para os tecidos (algodão cru), para em seguida ser iniciado o bordado. “Acho que o projeto mudou a minha vida. Podemos ganhar um dinheiro a mais e aprender. Tudo o que queremos agora é continuar, todas estão torcendo para que o Flor de Chita não acabe”, confessa Adriana Pereira, que é casada e tem uma filha de 10 anos. No Flor de Chita, ela trabalha ao lado das irmãs, Tereza e Maria Aparecida. Eva Tavares, de 45, mãe de três filhos, também está feliz com a oportunidade de trabalhar. Antes da experiência com o grupo, só havia bordado o enxovalzinho da filha, há 27 anos. Como sempre gostou de artesanato (faz crochê), acabou sabendo do projeto. Hoje, para Eva, o grupo “é um motivo a mais para sair de casa, já que o Morada Nova é um bairro distante do Centro, formado por chácaras, onde cada um ficava muito no seu cantinho.” Agora, está todo mundo unido no Flor de Chita, “que é bom demais, distrai a gente e, por isso mesmo, deve continuar.” FLOR DE CHITA: MEMÓRIAS, VIVÊNCIAS BORDADOS
Mostra na Escola Municipal Freitas Azevedo, no Bairro Morada Nova, zona rural de Uberlândia. Até dia 27. Informações: www.projetoflordechita.blogspot.com. |


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