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Seção : Arte e Livros - 13/01/2010 09:19
Instituto Moreira Salles é reaberto com novo nome
Agora o espaço é o Centro de Arte Contemporânea e Fotografia e vai exibir exposição de Otto Stupakoff a partir desta quinta
Walter Sebastião - EM Cultura
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Veja mais fotos da exposição de Otto Stupakoff“O espaço é muito bom, mas o diferencial será o trabalho que vamos desenvolver lá”, avisa Leo Bahia, gerente de Artes Visuais da FCS. As diretrizes são várias: oferecer local de experimentação para artistas jovens, com criação de programa de residência e de ateliê; exibir mostras não apresentadas na capital, voltadas para o resgate de artistas importantes; e “o forte intercâmbio com instituições do interior”, informa Leo. Entre os eventos em negociação para o primeiro semestre está a exposição do fotógrafo Eustáquio Neves. “Autor mineiro, importante referência para vários artistas, ele nunca teve mostra ampla de seu trabalho em Belo Horizonte”, afirma Leo Bahia. A palavra fotografia no nome do centro cultural, acredita o gerente, “dá crédito à categoria, que se mobilizou e lutou para o não fechamento do local. Isso sinaliza que vamos dar atenção à linguagem, que apresenta produção significativa no Brasil”. A intenção também é fomentar políticas de intercâmbio. Até o segundo semestre, será lançado edital para seleção de projetos para o Centro de Arte Contemporânea e Fotografia, que receberá recursos específicos para se manter. As mostras deverão ser acompanhadas de catálogos. “Eles ajudam a divulgar o espaço, reforçando sua credibilidade”, observa Leo Bahia. Outra proposta é que a instituição participe ativamente do processo de revitalização do Centro de Belo Horizonte. PIONEIROS A exposição de Otto Stupakoff (1935-2009) traz retrospectiva da obra do primeiro fotógrafo de moda brasileiro. Serão mostradas imagens realizadas para as revistas Marie Claire, Cosmopolitan, Harper’s Bazaar, Life e Look Magazine. Duas sessões apresentarão retratos dos atores Jack Nicholson e Sharon Tate, de compositores como Tom Jobim e Heitor dos Prazeres, além de várias imagens voltadas para a sensualidade das formas femininas. Stupakoff era paulista e estudou no Art Center College of Design de Los Angeles, entre 1953 e 1955. De volta ao Brasil em 1957, abriu estúdio em São Paulo. Fotografou a construção de Brasília a pedido de Oscar Niemeyer. Em 1965, aos 30 anos, mudou-se para Nova York, colaborando com diversas publicações norte-americanas. De 1973 a 1976, trabalhou em Paris. Voltou ao Brasil em 1976, onde permaneceu até 1980. Anos depois, estabeleceu-se em Nova York. Otto fotografou personalidades como Truman Capote, Jorge Amado, Tom Stoppard, Richard Nixon, Bette Davis, Grace Kelly e Sophia Loren. Foi um dos primeiros brasileiros a ter obras no acervo do Museu de Arte Moderna de Nova York. ARTUR PEREIRA Outro resultado da parceria da Fundação Clóvis Salgado com o Instituto Moreira Salles é a exposição, no primeiro semestre, em homenagem ao escultor mineiro Artur Pereira (1920-2003). A mostra será realizada na Galeria Alberto da Veiga Guignard do Palácio das Artes. |
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