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Seção : Cinema - 26/11/2008 09:27

Os melhores filmes ficaram fora da competição em Brasília


Redação EM Cultura - Estado de Minas
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Miração Filmes/Divulgação
A polêmica cercou a 41ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB). Grande número de documentários e poucas produções de ficção – ainda por cima, de qualidade duvidosa – provocaram a ira dos espectadores, geraram salas vazias até nas sessões outrora concorridíssimas, além do descrédito com relação à comissão de seleção e aos organizadores do evento, que já foi o mais importante da área no país. Como conseqüência, problemas para o júri, que não teve, por exemplo, atores e atrizes para premiar – nos corredores, virou chiste o lobby para que o sanfoneiro Dominguinhos levasse o Candango de melhor ator pelo documentário O milagre de Santa Luzia, de Sérgio Roizenblit.

Veja fotos dos longas selecionados pelo festival

Outro problema: a exigência de ineditismo e a proliferação de festivais pelo país fizeram com que produções de alto nível fossem lançadas em primeira mão em outras praças. O caso mais evidente foi o do diretor brasiliense José Eduardo Belmonte, vencedor na Mostra do Rio com Se nada mais der certo, exibido em Brasília na mostra paralela de produções locais, fora da competição oficial – e considerado, informalmente, o melhor filme de todos os que passaram pelo Cine Brasília.

Diante de tanta polêmica, o cineasta Vladimir Carvalho, membro do júri e um dos mais respeitados nomes do documentário nacional, enviou um artigo em que não mede palavras para descrever sua indignação.

Leia também:

Uma sombra escura - artigo de Vladimir Carvalho, cineasta e do júri do 41 FBCB