Divirta-se Notícia - Alessandra Maestrini solta a voz em nova novela

Divirta-se

Seção : Mexerico - 23/11/2009 10:31

Alessandra Maestrini solta a voz em nova novela


Simone de Castro - Aqui
aumentar fonte diminuir fonte imprimir
Frederico Rozário/TV Globo
Alessandra Maestrini despede-se de Bozena para viver uma cantora
Do fundo do Teatro Municipal de São Paulo, José Luís Villamarim, diretor da próxima novela das sete da Globo, Tempos modernos, grita: “Canta Maestrini”. E como canta. Foram os dotes musicais da atriz Alessandra Maestrini – a Bozena do humorístico Toma lá, dá cá, que fica no ar até dezembro – a principal razão de ela aparecer logo no primeiro capítulo da novela, prevista para janeiro.

Antes de soltar a voz, porém, ela precisou se livrar do visual da empregada do programa de humor. Por isso, a personagem da novela, Rita Dittakusnezov, só usa cabelos soltos. Ela é uma cantora de ópera, ex-mulher do músico Ramón (Leonardo Medeiros). “A Rita é o contrário de mim. Eu conciliava ópera e teatro, mas larguei tudo pela interpretação. Só agora, na personagem, estou encontrando a diva dentro de mim. A Rita faz o caminho contrário, da diva para a vida comum”, compara a atriz.

Alessandra está fazendo aulas de canto lírico para ficar afiada. Mas ela não é novata na música. Nascida em Sorocaba, mudou-se ainda pequena para o Rio de Janeiro, onde fez curso de teatro. Aos 15 anos, passou a conciliar o tablado com a música. Aos 17, ganhou uma bolsa para estudar música nos Estados Unidos. E passou a investir em musicais, entre eles, Os miseráveis, obra do francês Victor Hugo. No ano passado, até gravou um CD de bossa nova eletrônica com o músico Alexandra Elias.

Mas a fama veio mesmo com Toma lá, dá cá. “Quando algumas pessoas viram minhas cenas de Tempos modernos não acreditaram que eu era a mesma pessoa. O produtor comentava: ‘É a menina do humorístico’. As outras pessoas diziam que só podia ser piada.” Segundo Alessandra, Rita vem em boa hora, para ajudá-la a tirar o rótulo de Bozena, apesar de estar previsto um filme de Toma lá, dá cá para 2010. “É um alívio fazer drama. Todo comediante se considera um ator frágil.”